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Sábado, 22 de Abril de 2006

Como nasce e morre uma estrela...

As estrelas "nascem", ou seja, formam-se quando uma enorme nuvem de gás começa a  concentrar-se, ficando cada vez menor e mais quente. As partes mais externas da nuvem começam, então, a cair em direção ao centro. Esse "nascimento" pode levar um milhão de anos, o que não é muito tempo quando se fala de estrelas.

Depois disto, a parte interna da nuvem fica tão quente que se transforma num enorme reator nuclear, quer dizer, uma verdadeira fábrica de luz. A nuvem original era composta principalmente por hidrogênio, um gás muito comum no Universo, inclusive no nosso planeta, onde se encontra, por exemplo, na água. O hidrogênio é o principal combustível do reator nuclear que existe dentro da estrela. Ele produz a energia que faz brilhar o Sol e as milhares de estrelas que vimos no céu.

Começa aqui a parte mais longa da "vida" da estrela. É um período que pode durar muitos biliões de anos. Depois desse tempo, o combustível acaba e a estrela começa a "morrer". Ela ainda pode usar outros combustíveis, como o hélio, aquele gás que faz os balões ficarem  leves. Mas isto só aumenta um bocadinho a vida das estrelas. Agora, há uma questão: as estrelas não morrem todas da mesma maneira, nem a duração da vida é a mesma para todas elas. As maiores e mais "pesadas" gastam mais rapidamente o seu combustível e por isso duram muito menos tempo, apenas alguns milhões de anos. Assim, dependendo da quantidade de massa que têm, as estrelas podem morrer de três maneiras diferentes.

Gordas, Magras ou Gigantes...

Depois da estrela se formar, e durante a maior parte de sua vida, o seu tamanho não aumenta nem diminui. O Sol, por exemplo, está mais ou menos do mesmo tamanho há alguns biliões de anos. Mas quando acaba o combustível, as coisas começam a mudar: desligado o reator, a estrela não consegue suportar mais o peso das camadas que estão perto do centro. Essas camadas acabam por  desabar sobre o centro. Isto faz aumentar a temperatura e a produção de energia, a ponto de empurrar para fora as camadas externas da estrela, que fica inchada e menos quente na superfície. É nesse estágio que ela recebe o nome de estrela gigante vermelha. Uma estrela assim é Betelgeuse, da constelação de Órion, que fica perto das Três Marias.Se a estrela for das mais "magrinhas", mais ou menos como o Sol, ou um pouco mais pesada, ela começa a tremer, a tremer, até expulsar de uma vez só toda sua camada externa. Vocês estão a pensar, mas como é que os astrônomos sabem isso tudo?

Acontece que esta camada vai-se espalhando lentamente pelo espaço, aumentando cada vez mais de tamanho e adquirindo um brilho intenso. Isto pode ser observado num telescópio. Nesta fase, a estrela é uma nebulosa planetária, um dos corpos mais bonitos do céu.

Enquanto isto, a parte interna da estrela vai ficando cada vez mais pequena. Primeiro, ela é a estrela central da nebulosa planetária. Depois, transforma-se numa anã branca , uma estrelinha quente e muito densa: uma colherzinha cheia com o material que forma esta estrela pesaria de algumas toneladas! Sem combustível, a anã branca vai-se esvaziando aos poucos, até se transformar em anã negra , que é uma espécie de cinza de estrelas. A anã negra é pequena e praticamente invisível. Os restos de objetos muito menors que o Sol e que não chegam a ser estrelas são chamados de anãs marrons.

Uma Explosão Fantástica

Se a estrela for mais "gordinha", digamos, oito vezes mais pesada que o Sol, sua morte é mais violenta e espetacular. Esgotado o combustível, ela também fica instável e sofre as mesmas tremidelas que as outras. Mas a matéria é tanta que a queda sobre o núcleo é muito violenta. A estrela pode até acabar por explodir, formando uma supernova: a parte externa é expulsa violentamente para o espaço, enquanto a parte interna - o núcleo - fica tão pequena e densa que uma colhezinha desse material pesaria milhões de toneladas.

Esse núcleo é chamado estrela de nêutrons. Ele gira muito rapidamente, produzindo ondas de rádio e de luz. Por causa deste movimento de rotação, o brilho da estrela aumenta e diminui, como se fosse aquela luz que está no teto de uma ambulância ou nos carros da polícia. Essa fonte de luz intermitente é conhecida pelo nome de pulsar.

                       

Quando uma supernova explode, onde antes havia apenas uma estrela fraquinha, aparece, no céu, uma estrela muito brilhante. Esse fenômeno é raro, pois não são tantas as estrelas "gordinhas". Por isso, os astrônomos estão sempre à espera ansiosamente por uma explosão dessas. No início de 1987 surgiu uma supernova na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia próxima da Via Láctea, bem mais pequena do que ela, e que pode ser vista em noites estreladas, perto do Pólo Sul.


Beijinhos

 

 

Sinto-me: !estrelada!
Música: beep-pussycat dolls
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Publicado Por Kattelin às 17:05

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3 comentários:
De Sancha a 22 de Abril de 2006 às 22:13
Gostei muito de ler, valeu a pena o esforço de escrever isso tudo.
Parabéns!! Beijinhos


De Anónimo a 26 de Setembro de 2009 às 02:44
MUITO BEM ELBORADO


De ana julia a 22 de Novembro de 2010 às 13:59
esse texto era exatamente o que eu precisava para meu trabalho de scola valeu


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